O mercado imobiliário de temporada no Brasil está em um momento de expansão estrutural, não de ciclo: o trabalho remoto estendeu a temporada de praias e serras de 3 meses para 5 a 7 meses em destinos premium, a renda de locação via plataformas como Airbnb e Booking.com transformou a segunda residência em ativo de investimento com ROI calculável e o turismo doméstico pós-pandemia se consolidou em patamares mais altos do que os históricos anteriores a 2020. Para imobiliárias de temporada, esse cenário cria demanda crescente de dois lados: compradores que querem segunda residência com renda e hóspedes que buscam imóveis de qualidade em destinos específicos. A imobiliária que investe em gestão de temporada com site próprio e calendário integrado captura leads dos dois lados sem depender exclusivamente de portais e sem pagar comissão por cada reserva direta.
O mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026 não é o mesmo que era em 2019. A pandemia de 2020 e a consolidação do trabalho remoto nos anos seguintes produziram mudanças estruturais no comportamento de uso de imóveis de praia e de serra que estão se tornando permanentes: famílias que antes passavam duas semanas no litoral durante o verão agora ficam dois a três meses, porque os adultos trabalham remotamente da casa de praia e as crianças estudam com flexibilidade. Profissionais autônomos e nômades digitais escolheram destinos costeiros como base semipermanente. Isso estendeu a temporada de ocupação de imóveis em dezenas de destinos brasileiros, transformou a equação econômica da segunda residência e abriu uma demanda crescente por imóveis de temporada com infraestrutura de conectividade e de conforto para uso estendido.
Para imobiliárias que atuam no mercado de temporada, esse cenário tem duas dimensões. A primeira é o aumento da demanda por locação: mais hóspedes por mais tempo, com perfil de maior poder aquisitivo buscando imóveis com qualidade de hospedagem equivalente à de hotel. A segunda é o aumento da demanda por compra de segunda residência como investimento: compradores que antes evitavam o imóvel de praia por parecer "custo sem retorno" agora calculam o ROI com base nas plataformas de locação de temporada e chegam à imobiliária com análise financeira feita. Capturar ambos os perfis exige presença digital especializada, não apenas anúncio em portais.
Este artigo apresenta o panorama do mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026 com as regiões de maior crescimento de demanda, o perfil de hóspede e de investidor que está movimentando o mercado, as tendências que estão mudando a sazonalidade e a oportunidade de negócio para imobiliárias que ainda não têm infraestrutura digital para capturar esse crescimento. Para o contexto do mercado imobiliário brasileiro mais amplo, o artigo sobre o mercado imobiliário brasileiro em 2026 com dados da CBIC e da ABRAINC apresenta o panorama geral do setor.
Neste artigo:
- Mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026: o que os dados indicam?
- Como o trabalho remoto transformou a sazonalidade e a demanda do mercado de temporada?
- Quais são as regiões de temporada com maior crescimento de demanda em 2026?
- Como a "segunda residência como investimento" mudou o perfil do comprador de imóvel de praia?
- Qual é o perfil do hóspede de temporada brasileiro em 2026?
- Como Airbnb e Booking.com reformaram os padrões de qualidade do imóvel de temporada?
- Qual é a oportunidade digital para imobiliárias de temporada que ainda não têm site especializado?
- Ponto de vista: o crescimento do mercado de temporada está acontecendo, mas a maioria das imobiliárias ainda não está posicionada para capturá-lo
- Regiões de temporada no Brasil por perfil e oportunidade para imobiliárias
- Perguntas frequentes
- Fontes e referências
Mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026: o que os dados indicam?
O mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026 opera em patamar estruturalmente mais alto do que antes de 2020. O turismo doméstico consolidado, o trabalho remoto como norma e a profissionalização da locação via plataformas globais criaram demanda por imóveis de temporada que não existe mais apenas nos dois meses de pico do verão.
O turismo doméstico brasileiro se recuperou da pandemia em 2022 e desde então opera em patamares acima dos históricos pré-2020 em número de viagens, em gasto médio por viagem e em tempo de permanência por destino. O Ministério do Turismo registrou crescimento no volume de turistas domésticos nos anos subsequentes à reabertura, com destinos de praia e de serra liderando a recuperação. Esse crescimento não foi apenas de volume: foi também de perfil. O turista que antes ficava uma semana no mesmo destino passou a ficar duas a três semanas, especialmente em destinos com infraestrutura de conectividade adequada para trabalho remoto.
O Brasil tem uma das maiores linhas costeiras do mundo, com mais de 7.400 km de litoral e dezenas de destinos de temporada com reconhecimento nacional e internacional. Isso posiciona o mercado imobiliário de temporada brasileiro como estruturalmente grande, com oferta diversificada de destinos de diferentes perfis de preço, de acessibilidade e de natureza. O crescimento observado não está concentrado em um único destino: está distribuído entre o litoral catarinense, o Nordeste, o litoral paulista e destinos de serra como Gramado e Campos do Jordão, cada um com seu perfil de hóspede e sua dinâmica de valorização de imóvel.
Como o trabalho remoto transformou a sazonalidade e a demanda do mercado de temporada?
O trabalho remoto estendeu a temporada de imóveis de praia e de serra de 60 a 90 dias para 120 a 180 dias anuais em destinos premium. Imóveis que antes tinham 3 meses de ocupação agora têm 5 a 7 meses, o que muda completamente o cálculo de ROI da segunda residência.
Antes de 2020, o padrão de uso de um imóvel de praia no litoral catarinense ou paulista era relativamente previsível: alta ocupação em dezembro e janeiro, ocupação média em julho durante as férias escolares, baixa ocupação no restante do ano com exceção de feriados de carnaval e páscoa. O mês de março, por exemplo, era considerado fora de temporada em praticamente todos os destinos litorâneos brasileiros.
O trabalho remoto mudou essa lógica de forma permanente em parte dos destinos. Um profissional que trabalha remotamente não precisa esperar as férias de janeiro para ir à praia. Pode ir em março, ficar três semanas e trabalhar de lá. Pode ir em outubro, antes da alta temporada, quando os preços estão mais baixos e o destino mais tranquilo. Pode ir em junho durante as férias dos filhos e ficar o mês inteiro. Cada uma dessas permanências estendidas que não existiam no padrão pré-pandemia representa semanas de ocupação adicional para os imóveis de temporada e demanda adicional para as imobiliárias que administram esses imóveis.
Em destinos premium do litoral catarinense como Jurerê Internacional, Praia Brava de Itajaí e Garopaba, e em destinos do litoral nordestino como Trancoso e Praia do Rosa, a extensão da temporada é perceptível nos dados de ocupação de plataformas: períodos que antes tinham taxa de ocupação de 10% a 20% têm agora 40% a 60% em alguns meses que tradicionalmente eram de baixa. Isso representa expansão real de receita para proprietários e imobiliárias, não apenas realocação de demanda dentro da temporada tradicional.
Quais são as regiões de temporada com maior crescimento de demanda em 2026?
O litoral catarinense (Jurerê Internacional, Itapema, Praia Brava, Balneário Camboriú, Garopaba) e o litoral nordestino (Trancoso, Porto de Galinhas, Jericoacoara, Maragogi, Praia do Forte) lideram o crescimento de demanda em 2026, com aumento de ticket médio de diária acima da inflação nos últimos três anos.
O crescimento de demanda no mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026 não é homogêneo: há destinos que estão em expansão acelerada e destinos maduros com crescimento mais gradual. Entender essa diferenciação é o que permite a uma imobiliária de temporada decidir onde investir em presença digital para capturar demanda crescente com menor competição.
O litoral catarinense tem se consolidado como o principal polo de crescimento do mercado de temporada premium no Brasil nos últimos cinco anos. Jurerê Internacional, que já era reconhecido como o endereço de temporada mais aspiracional do Sul do Brasil, mantém demanda alta com ticket médio de diária entre os mais elevados do litoral brasileiro. Balneário Camboriú, com sua verticalização intensa e infraestrutura urbana completa, atrai um perfil de hóspede que valoriza serviços e estrutura de cidade. Praia Brava de Itajaí cresceu como alternativa premium com acesso rodoviário mais fácil para o mercado gaúcho e paranaense. Garopaba e Praia do Rosa mantêm demanda crescente de hóspedes que valorizam natureza preservada e menor densidade de turistas.
O litoral nordestino tem crescimento forte impulsionado pelo turismo de longa distância de avião, com destinos como Trancoso (Bahia) e Porto de Galinhas (Pernambuco) consolidados como destinos premium de nacional de alta renda, e destinos como Maragogi (Alagoas), Jericoacoara (Ceará) e São Miguel do Gostoso (Rio Grande do Norte) crescendo como opções de natureza preservada com infraestrutura turística em expansão. O ticket médio de diária no litoral nordestino premium é comparável ao de Jurerê Internacional, com demanda que inclui turistas internacionais além do turismo doméstico.
O mercado de temporada de serra tem crescimento específico com perfil diferente: Gramado e Canela no Rio Grande do Sul têm demanda relativamente estável mas com preço em crescimento; Campos do Jordão em São Paulo tem demanda crescente impulsionada pela facilidade de acesso para o mercado paulistano; e a região da Serra Gaúcha (Garibaldi, Bento Gonçalves) tem crescimento turístico forte com enoturismo como atrativo adicional à temporada de frio.
Como a "segunda residência como investimento" mudou o perfil do comprador de imóvel de praia?
O comprador de imóvel de temporada em 2026 faz análise de ROI antes de comprar: calcula renda de Airbnb projetada, deduz custos de administração e compara com outras alternativas de investimento. Isso mudou quais imóveis são comprados, em que localização e com qual nível de acabamento.
A segunda residência em praia sempre foi um sonho de parte da classe média e alta brasileira, mas historicamente era vista principalmente como gasto de qualidade de vida, não como investimento financeiro. O imóvel de praia custava em manutenção, ficava fechado 9 meses por ano e se valorizava lentamente, sem gerar renda. Para a maioria dos compradores, a decisão era emocional, não financeira.
O Airbnb mudou essa equação fundamentalmente ao tornar a renda de locação de curta estadia acessível para qualquer proprietário sem infraestrutura hoteleira. Um apartamento bem localizado em Jurerê Internacional ou Praia do Rosa, administrado profissionalmente por uma imobiliária de temporada, pode gerar renda de locação suficiente para cobrir o custo de financiamento do imóvel e ainda produzir retorno positivo. Quando essa conta fecha, o imóvel de praia deixa de ser gasto de qualidade de vida e vira ativo de investimento com renda e potencial de valorização.
O comprador de imóvel de temporada em 2026 chega à imobiliária com perguntas que não existiam antes de 2018: qual a taxa de ocupação média do imóvel no Airbnb nos últimos 12 meses, qual o ticket médio de diária para aquele tipo de imóvel naquele destino, qual o custo de administração da imobiliária de temporada e qual o retorno líquido anual projetado. Esse comprador não está comprado pelo sonho da praia. Está avaliando o imóvel como um fundo de investimento com a vantagem adicional de poder usar nas próprias férias. Para imobiliárias de temporada, atender esse perfil exige dados de mercado local que o corretor precisa conhecer e comunicar com precisão.
Qual é o perfil do hóspede de temporada brasileiro em 2026?
O hóspede de temporada em 2026 é mais exigente em conectividade, conforto e padrão de acabamento do que o hóspede pré-pandemia. WiFi de alta velocidade, ar-condicionado em todos os quartos, cozinha equipada para uso real e área de trabalho remoto são requisitos, não diferenciais.
A profissionalização da locação via Airbnb e Booking.com criou um efeito de elevação de padrão no mercado de temporada brasileiro que beneficiou os imóveis de qualidade e pressionou os de infraestrutura antiga. O hóspede que usa plataformas tem acesso a avaliações detalhadas de outros hóspedes anteriores, o que cria incentivo para proprietários e imobiliárias manterem padrão alto de manutenção e de equipamentos. Um imóvel com avaliação de 4,8 estrelas no Airbnb atrai demanda a ticket mais alto do que um com 3,9 estrelas, mesmo que a localização seja equivalente.
Três requisitos que em 2019 eram diferenciais e em 2026 são obrigação: WiFi de alta velocidade estável (o hóspede que trabalha remotamente precisa de conexão confiável, não apenas disponível), ar-condicionado em todos os quartos (não apenas na sala) e cozinha com equipamentos completos para uso real (máquina de café, liquidificador, utensílios completos). Imóveis que não têm esses três itens têm dificuldade crescente de se posicionar competitivamente nos portais, especialmente nos destinos onde a oferta de imóveis bem equipados cresceu nos últimos anos.
O hóspede de temporada também pesquisa mais antes de reservar do que em anos anteriores. A jornada de busca começa com pesquisa no Google por destino e características específicas, passa por avaliação nas plataformas, inclui verificação do site do proprietário ou da imobiliária quando disponível e termina com a reserva no canal de menor custo para o hóspede. Esse comportamento de pesquisa multi-canal é o que justifica a presença digital especializada das imobiliárias de temporada: aparecer apenas no Airbnb é aparecer em apenas uma das etapas da jornada de busca do hóspede.
Como Airbnb e Booking.com reformaram os padrões de qualidade do imóvel de temporada?
Airbnb e Booking.com bifurcaram o mercado de temporada em dois segmentos: imóveis com padrão de hospedagem profissional (boa avaliação, boa ocupação, ticket alto) e imóveis de aluguel tradicional sem cuidado de hospitality (avaliação baixa, ocupação irregular, ticket pressionado). A fronteira entre os dois é cada vez mais clara e a distância de preço entre eles cresce.
O sistema de avaliações das plataformas globais criou no mercado de temporada brasileiro uma bifurcação que não existia antes: imóveis com avaliação alta de hóspedes conseguem cobrar diária acima da média do mercado e têm taxa de ocupação maior; imóveis com avaliação baixa têm que reduzir preço para competir e ainda assim ficam mais tempo vazios. Essa bifurcação é visível em qualquer destino de temporada: dentro do mesmo bairro, imóveis com características físicas similares podem ter diárias com diferença de 40% a 80% com base exclusivamente na qualidade da hospitalidade e na avaliação de hóspedes anteriores.
Para imobiliárias de temporada, isso tem uma implicação prática: administrar um imóvel de temporada bem hoje exige padrão de hospitalidade que antes era exclusivo do setor hoteleiro. Enxoval completo de cama e banho, instruções claras de uso da casa, responsividade a qualquer solicitação do hóspede, check-in e check-out sem atrito. Imobiliárias que entregam esse padrão têm vantagem crescente sobre proprietários que administram sozinhos sem infraestrutura de atendimento. O hóspede exigente, que tem as melhores avaliações e paga o ticket mais alto, prefere reservar por imobiliária profissional do que por proprietário individual exatamente porque a imobiliária tem processo de atendimento estruturado.
Qual é a oportunidade digital para imobiliárias de temporada que ainda não têm site especializado?
A maioria das imobiliárias de temporada no Brasil em 2026 ainda não tem site com calendário de disponibilidade integrado, SEO para buscas de cauda longa de temporada e CRM com rastreamento de hóspedes. Isso representa uma janela de vantagem para quem investir agora em presença digital especializada.
Enquanto o mercado de temporada cresceu estruturalmente, a presença digital das imobiliárias de temporada não acompanhou o mesmo ritmo. A maioria das imobiliárias de temporada brasileiras continua operando com site institucional básico sem calendário de disponibilidade, sem integração com CRM para leads de reserva e sem SEO especializado para as buscas que hóspedes e compradores de segunda residência fazem no Google. Essa lacuna digital cria uma janela de vantagem para as imobiliárias que investirem em presença digital especializada antes que a competição acorde para o mecanismo.
As buscas específicas de temporada no Google ("casa 4 quartos Praia Brava Itajaí carnaval", "apartamento temporada Florianópolis com piscina pet-friendly", "imóvel para alugar Trancoso janeiro 2027") têm volume real de busca e intenção de reserva alta. Quem aparece para essas buscas com página de imóvel específica e calendário de disponibilidade captura um hóspede que já está em fase de decisão, sem pagar comissão de portal e sem competir com todos os outros imóveis dentro do mesmo ambiente. Essa combinação de baixa competição de conteúdo editorial e alta intenção do buscador é o cenário mais favorável de SEO que existe para um nicho específico.
Para entender a estratégia completa de como imobiliárias de temporada capturam reservas diretas pelo site, o artigo sobre como imobiliárias de temporada captam mais reservas pelo próprio site detalha o mecanismo de calendário de disponibilidade, SEO de cauda longa e CRM integrado. E para ver como o sistema funciona especificamente para o mercado de temporada, a página do módulo de Gestão de Temporada do Website Imobiliário apresenta os componentes e a integração.
Ponto de vista: o crescimento do mercado de temporada está acontecendo, mas a maioria das imobiliárias ainda não está posicionada para capturá-lo
Por Alessandro Oliveira — fundador do Website Imobiliário, doutor em Engenharia de Sistemas Eletrônicos (Poli-USP), desenvolvedor de plataformas para o mercado imobiliário brasileiro desde 2005.
Acompanho o mercado imobiliário digital brasileiro há mais de 20 anos, e a velocidade com que o mercado de temporada se transformou entre 2020 e 2026 não tem precedente no histórico que conheço. Em 5 anos, a combinação de trabalho remoto, plataformas de locação global e turismo doméstico aquecido mudou fundamentalmente o que é um imóvel de temporada no Brasil: de ativo emocional para ativo de investimento, de destino sazonal para base semipermanente para parte dos usuários, de mercado local para mercado que recebe buscas de todo o Brasil e de outros países.
O que me surpreende é que a maioria das imobiliárias de temporada ainda opera com a infraestrutura digital de 2018: um site básico com fotos e telefone de WhatsApp, presença no Airbnb e no Booking e pouquíssimo investimento em SEO ou em captação de reservas diretas. Essa distância entre o crescimento do mercado e a preparação digital das imobiliárias é exatamente o tipo de oportunidade que fecham rápido: em 2 a 3 anos, as imobiliárias que investirem primeiro em SEO de temporada, em site com calendário de disponibilidade e em banco de dados de hóspedes vão ter uma vantagem de posicionamento que as retardatárias vão ter dificuldade de recuperar.
Desenvolvemos o módulo de Gestão de Temporada do Website Imobiliário especificamente para esse momento. Não como aposta em um nicho novo, mas como resposta a um crescimento que já está acontecendo e que a maioria das imobiliárias ainda não está capturando com a eficiência que o mercado permite. A imobiliária que tem o calendário de disponibilidade no site próprio, o CRM com hóspede rastreado e o SEO com buscas de cauda longa por período e localização está posicionada para capturar esse crescimento pelo canal de menor custo por reserva que existe: a reserva direta, sem comissão de portal, com banco de dados de hóspede que fica com a imobiliária. Agende uma demonstração gratuita para ver como o sistema funciona para o seu portfólio de temporada.
Regiões de temporada no Brasil por perfil e oportunidade para imobiliárias
| Região | Destinos principais | Perfil de hóspede | Perfil de imóvel mais buscado | Oportunidade SEO local |
|---|---|---|---|---|
| Litoral Norte de SC | Jurerê Internacional, Praia Brava (Itajaí), Balneário Camboriú, Itapema | Gaúchos, paranaenses, paulistas de alta renda. Cresce público de SP e RJ | Casa 4 a 6 quartos com piscina. Apartamento premium frente ao mar. Estadia de 2 a 6 semanas | Alta. Buscas específicas por condomínio e por rua têm volume e baixíssima competição de conteúdo editorial |
| Litoral Sul de SC e RS | Garopaba, Praia do Rosa, Florianópolis (sul da ilha), Torres | Hóspede de estilo de vida: surfe, natureza, baixa densidade. Público jovem e de meia-idade | Casa próxima à praia com natureza preservada. Estadia de 1 a 3 semanas | Alta para Praia do Rosa e Garopaba. Competição baixa de conteúdo local especializado |
| Litoral Sul da BA (Costa do Descobrimento) | Trancoso, Caraíva, Porto Seguro, Arraial d'Ajuda | Alta renda, viajantes de longas distâncias, turismo internacional crescente, estadia longa | Casa de alto padrão com privacidade. Imóvel rústico premium. Casarão com piscina | Muito alta. Trancoso tem reconhecimento nacional mas escassa cobertura de conteúdo de imobiliária local |
| Litoral Norte de PE e AL | Porto de Galinhas, Maragogi, São Miguel dos Milagres, Marechal Deodoro | Turistas de todo o Brasil e internacionais. Estadia de 1 a 2 semanas como destino principal | Casa ou apartamento próximo à praia. Condomínio com estrutura de lazer | Alta para Maragogi e São Miguel dos Milagres. Porto de Galinhas tem competição maior de conteúdo |
| Litoral CE e RN | Jericoacoara, Canoa Quebrada, Cumbuco, São Miguel do Gostoso | Kitesurf, windsurf, turismo de aventura. Público nacional e europeu (especialmente alemão e holandês) | Pousada-residência, casas simples de estilo nordestino. Estadia de 1 a 3 semanas | Alta para São Miguel do Gostoso e Cumbuco. Pouco conteúdo editorial especializado de imobiliária |
| Litoral Sudeste (SP e RJ) | Ubatuba, Caraguatatuba, Angra dos Reis, Paraty, Búzios, Cabo Frio | Paulistanos e cariocas. Segunda residência e fim de semana prolongado. Estadia de dias a semanas | Casa de condomínio fechado com segurança. Apartamento em praia movimentada para fim de semana | Alta para Paraty e Angra dos Reis. Cabo Frio e Búzios têm mais competição mas volume maior |
| Destinos de Serra | Gramado, Canela, Campos do Jordão, Serra Gaúcha (Garibaldi, Bento Gonçalves) | Turismo de frio e cultura. Família e casais. Gaúchos, paulistas e paranaenses. Natal e Ano Novo | Chalé aquecido, casa de madeira, apartamento com lareira. Estadia de 3 a 7 dias | Alta para Serra Gaúcha e Campos do Jordão. Gramado tem maior competição mas volume altíssimo |
Perguntas frequentes sobre o mercado imobiliário de temporada no Brasil em 2026
O mercado de temporada no Brasil está crescendo em 2026?
Sim, e a natureza do crescimento é estrutural, não apenas cíclica. O turismo doméstico brasileiro se consolidou em patamares mais altos do que antes de 2020, o trabalho remoto estendeu a temporada de imóveis de praia e de serra para além dos meses de pico e a profissionalização da locação por plataformas globais aumentou a demanda por imóveis com padrão de hospitalidade elevado. Destinos do litoral catarinense e do litoral nordestino premium lideram esse crescimento, com ticket médio de diária acima da inflação nos últimos três anos.
Quais destinos de temporada têm maior valorização imobiliária em 2026?
O litoral norte catarinense (Jurerê Internacional, Praia Brava de Itajaí, Itapema) e destinos do litoral baiano (Trancoso, Arraial d'Ajuda) têm apresentado valorização de preço por m² acima da média nacional nos últimos três anos, impulsionados pela demanda de segunda residência como investimento. Maragogi (AL) e Praia do Rosa (SC) têm crescimento de demanda acelerado com oferta ainda limitada. Gramado (RS) mantém valorização consistente com crescimento de turismo todo o ano.
Vale a pena comprar imóvel de temporada como investimento em 2026?
A análise de investimento em imóvel de temporada depende de três fatores: localização (destinos com ocupação estendida têm ROI maior), qualidade do imóvel (avaliação alta nas plataformas tem impacto direto na taxa de ocupação e no ticket) e modelo de administração (imobiliária profissional com processo de hospitalidade estruturado gera renda consistentemente maior do que propriedade administrada pelo próprio dono sem infraestrutura). Para imóveis bem localizados com administração profissional, o retorno de locação pode cobrir parcela significativa ou total do custo de financiamento.
Como uma imobiliária de temporada pode capturar o crescimento do mercado digitalmente?
Com três componentes integrados: site imobiliário com calendário de disponibilidade por imóvel (o hóspede verifica disponibilidade em tempo real sem precisar enviar mensagem), SEO com buscas de cauda longa por período, localização e característica (o imóvel aparece no Google para "casa 4 quartos Jurerê Internacional piscina carnaval") e CRM com rastreamento de hóspede (cada lead de reserva direta entra no sistema com dados completos para campanhas de retorno na próxima temporada). O Website Imobiliário tem o módulo de Gestão de Temporada com esses três componentes integrados.
Qual a diferença entre imóvel de temporada e imóvel de segunda residência?
O imóvel de segunda residência é adquirido para uso próprio de férias e finais de semana, podendo ser colocado em locação de temporada nos períodos de não uso. O imóvel de temporada puro é administrado exclusivamente como ativo de geração de renda via locação, sem uso frequente pelo proprietário. Em 2026, a distinção entre os dois está cada vez mais borrada: a maioria dos compradores de segunda residência considera a renda de locação na equação de compra e inclui o imóvel nas plataformas para os períodos em que não usa. Para imobiliárias, os dois perfis são clientes potenciais de administração de temporada.
Fontes e referências
- Ministério do Turismo do Brasil — Dados de turismo doméstico
Sustenta as afirmações sobre crescimento do turismo doméstico pós-pandemia e consolidação de destinos de praia e serra como líderes na recuperação. O Ministério publica regularmente pesquisas de demanda turística e comportamento de viagem do brasileiro.
gov.br/turismo - Airbnb — Sala de Imprensa Brasil: dados de mercado e relatórios anuais
Sustenta as afirmações sobre o impacto do Airbnb no mercado de temporada brasileiro, o crescimento de anfitriões e hóspedes e as mudanças de comportamento de uso dos imóveis de temporada. O Airbnb publica dados agregados do mercado brasileiro periodicamente em sua sala de imprensa.
news.airbnb.com/pt-br - IBGE — Pesquisa de Orçamentos Familiares e dados sobre imóveis de uso ocasional
Sustenta as afirmações sobre o volume de imóveis de segunda residência no Brasil e a distribuição geográfica de imóveis de uso ocasional por estado, com referência específica para os estados do litoral sul e nordeste.
ibge.gov.br — POF - Google Search Central — Diretrizes de Helpful Content e schema.org para locação de imóveis
Sustenta as afirmações sobre como buscas de cauda longa específicas de temporada (por período, localização e característica) são respondidas pelo Google e como schema.org de propriedade de locação impacta o ranqueamento para essas buscas específicas de alta intenção.
developers.google.com/search